Ronaldo Marletta ultramaratonista de 67 anos revela desafios, conquistas e o poder da solidariedade em provas extremas pelo Brasil.

Ultramaratonista Ronaldo Marletta revela trajetória marcada por superação e solidariedade

Ronaldo Marletta, ultramaratonista brasileiro de 67 anos, construiu uma carreira admirável no pedestrianismo de longa distância. Com mais de quatro décadas dedicadas ao esporte, sua história vai além das provas, cruzando um caminho de resistência física, desafios em terrenos montanhosos e um compromisso social profundo. Desde que estreou em competições oficiais no ano 2000, Ronaldo vem consolidando seu nome nas ultramaratonas mais duras do país, como a Mountain Do de Florianópolis (73 km), a Cassino Ultra Race com seus 230 km à beira-mar e as tradicionais provas de 24 e 48 horas em circuito fechado.

O que torna a trajetória de Marletta ainda mais singular é a forma como ele traduz seu empenho nas provas em ações sociais concretas. Um exemplo emblemático foi o Desafio 600 km, percorrendo o trajeto do Guarujá a Paraty, ida e volta, em prol das APAEs de sete cidades litorâneas. Além disso, sua iniciativa em organizar circuitos de ultradistância na praia do Guarujá, beneficiando um lar de idosos, mostra o entrelaçamento do esporte com causas que ampliam seu impacto para além da linha de chegada.

Aprimoramento e adaptações na ultradistância

Ronaldo Marletta iniciou no pedestrianismo aos 27 anos, mas foi só no começo dos anos 2000 que passou a competir em provas de 10, 21 e 42 km. Com o tempo, focou nas longas distâncias e nas peculiaridades dos terrenos variados. “Treinar em serras e montanhas exigiu muito mais que resistência: foi necessário desenvolver estratégias físicas e mentais específicas para encarar os desafios”, explica.

Sua estreia nas ultramaratonas ocorreu na Mountain Do, uma prova icônica em Florianópolis que reúne mais de 70 km em percursos acidentados. A partir daí, ele expandiu seu repertório, incluindo circuitos de 24 e 48 horas que testam limites de resistência, além das provas extremas como a Cassino Ultra Race, um percurso de 230 km ao longo da praia, onde fatores como resistência à fadiga, alimentação e controle do ritmo são determinantes para o sucesso.

Arquivo pessoal

O papel do esporte aliado à solidariedade

Para Ronaldo, o esporte nunca foi apenas um meio para conquistas pessoais, mas uma plataforma para transformar vidas. O projeto Desafio 600 km, realizado em apoio às APAEs, destaca-se entre suas ações solidárias. “Percorrer centenas de quilômetros com a intenção de ajudar instituições que fazem a diferença me motiva tanto quanto as provas em si”, comenta.

Além disso, Marletta é o idealizador do circuito de 12, 24 e 36 horas nas areias do Guarujá, que durante três anos consecutivos beneficiou um lar assistencial de idosos. A iniciativa não só promoveu o ultramaratonismo local, mas também reforçou a responsabilidade social do esporte.

Ultramaratonas e resistência acima dos 60 anos

Mesmo com quase sete décadas de vida, Ronaldo mantém-se ativo e competitivo em ultradistâncias superiores a 200 km. Entre suas provas recentes, destaca-se a BR135, onde conquistou seu “cálice”, símbolo de reconhecimento e superação, além da Ultra dos Anjos Internacional (UAI).

Arquivo pessoal

Sua rotina, que alia treinamento físico intenso, alimentação adequada e um equilíbrio mental sólido, é um exemplo para corredores mais jovens. “Cada quilômetro percorrido representa mais que resistência física: é a soma de propósito, entrega e paixão pela superação”, conclui.

Contextualização do ultramaratonismo no Brasil e a inspiração de Marletta

O ultramaratonismo vem ganhando popularidade no Brasil, com provas cada vez mais desafiadoras e diversificadas, muitas delas em ambientes naturais, como trilhas de montanha, praias e circuitos de tempo prolongado. Atletas veteranos como Ronaldo Marletta são fundamentais para a construção desse cenário, mostrando que idade não é barreira para desafios extremos.

Sua trajetória também aponta para uma tendência crescente de unir esporte e causas sociais, promovendo um engajamento que ultrapassa a esfera pessoal. Nesse sentido, Ronaldo não é apenas um corredor; é um exemplo vivo de como o esporte pode ser um veículo de transformação, resistência e solidariedade.

Esse verdadeiro guerreiro estará com a gente na SP Endurance Challenge, encarando os 100 km solo. Venha se inspirar de perto!